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07/04/2022 às 17h27min - Atualizada em 07/04/2022 às 17h25min

Teresina - Prefeitura se nega a fazer repasse de subsídios e greve no transporte público continua sem solução

O movimento paredista se arrasta há vários dias, e a população, como sempre, é a mais prejudicada

RTV Cris Sekeff - rtvcrissekeff.com.br
Arquivo Sintetro

A greve dos motoristas e cobradores de ônibus já dura 18 dias em Teresina e ainda não há previsão para o fim do movimento. Nesta quinta-feira (07), uma reunião entre membros da Prefeitura de Teresina e empresários do setor de transporte público parecia que iria fazer com a greve encerrasse, no entanto, não houve consenso.

Os empresários querem que a Prefeitura de Teresina repasse o valor de R$ 1,250 milhão, mas o governo municipal negou o repasse do valor e não houve acordo. Os motoristas e cobradores iniciaram o movimento porque os empresários não querem assinar a convenção coletiva de trabalho, o que deixa a categoria sem salário fixo e sem os benefícios, como ticket alimentação e plano de saúde.

Segundo o presidente do Sintetro Antônio Cardoso, os salários dos trabalhadores  estão congelados desde 2019, e em 2020 ele ficaram sem ticket alimentação e plano de saúde.

 A proposta de R$ 1,250 milhão apresentada pelos empresários não agradou a Prefeitura, que disse que pode conceder no máximo o valor de R$ 800 mil. A Prefeitura de Teresina, por meio do superintendente dos Transporte de Teresina, major Cláudio Pessoa, disse que já paga R$ 1,2 milhão todo mês para os empresários. 

Na reunião de hoje, estavam presentes o superintendente dos Transporte de Teresina, major Claudio Pessoa e o secretário de Governo, André Lopes e Edimilson Carvalho, presidente do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (Setut).

Agora, a expectativa é que os empresários definam um novo valor e apresentem novamente para a Prefeitura de Teresina. Se o acordo for fechado, haverá a assinatura da convenção coletiva dos trabalhadores e a greve se encerra. 

Consequências

Enquanto isso, os lojistas somam prejuízos. As vendas caíram 40% desde o início da greve dos motoristas e cobradores. Os usuários do transporte público são os mais prejudicados, pois sem ônibus eles têm que pagar transporte por aplicativo cujo o preço está elevado decido a alta demanda. Outros passam horas nas paradas de ônibus esperando os veículos cadastrados pela Strans, mas têm que pagar o valor da passagem em dinheiro porque os veículos não têm sistema de bilhetagem eletrônica.

Alguns motoristas de ônibus estão apelando para carros emprestados ou utilizando seu próprio transporte, quando tem, para fazer transporte alternativo, com o fim de ganhar o pão de cada dia para alimentar a família.

A crise no transporte público de Teresina se arrasta há vários anos e vem desde a gestão anterior da Prefeitura de Teresina, situação que se agravou com a chegada da pandemia. A nova gestão assumiu com a promessa de que em poucos dias solucionaria o problema, mas já se vai mais de um ano.

Por RTV Cris Sekeff, com informações também do portal Piauí Hoje


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