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04/03/2023 às 08h30min - Atualizada em 04/03/2023 às 08h30min

Piauí terá escola voltada à capacitação profissional de pessoas em situação de rua

O projeto apresentado pela Pastoral de Rua está totalmente alinhado com a meta do Governo

- CCOM

Oferecer uma oportunidade de reinserção socioeconômica às pessoas que se encontram atualmente em situação de rua será o grande objetivo da Unidade Escolar Anicota Burlamaqui. A iniciativa é uma parceria entre Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e a Pastoral do Povo de Rua.

Localizada no bairro Monte Castelo, zona sul de Teresina, a escola, em 2021, serviu de abrigo para que durante a pandemia moradores de rua pudessem ficar isolados e agora será reformada e adaptada para oferecer capacitações técnicas a fim de garantir maior preparo a quem hoje busca por uma oportunidade de emprego para sair da situação de calçada.

“Iremos reformar todas as salas e adaptá-las para instalar os laboratórios de acordo com os cursos que serão ofertados. A escola ganhará também um auditório e faremos um trabalho de urbanização e paisagismo que servirá como área de convivência. Um investimento na ordem de R$ 1.692.406,64, que deve ser iniciado ainda neste primeiro semestre”, detalhou o Secretário de Estado da Educação, Washington Bandeira, durante reunião com Padre João Paulo, coordenador da Pastoral.

Atualmente, as pessoas abrigadas na Unidade Escolar Anicota Burlamaqui participam do Programa de Alfabetização de Jovens, Adultos e Idosos e estão matriculadas em turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA) na Unidade Escolar Simões Filho. “O projeto apresentado pela Pastoral de Rua está totalmente alinhado com a meta do nosso Governador Rafael Fonteles, que é construir políticas públicas que, efetivamente, mudem a vida das pessoas. Então, a ideia reformar a escola, ofertar cursos para que após a capacitação, essas pessoas encontrem um emprego e consigam sair da situação vulnerável”, destacou Bandeira.

Segundo Padre João Paulo, coordenador da Pastoral, a escola continua abrigando moradores de rua e transeuntes e tem um fluxo de atendimento de 30 a 40 pessoas. “Durante a pandemia nossa maior preocupação era isolar essas pessoas para protegê-las do vírus. Agora com a situação de saúde controlada, precisamos resgatar a autonomia e a autoestima desse público através de atividades de inclusão produtiva para que elas consigam trabalhar de forma digna. Ver o empenho da Secretaria em agilizar a reforma nos deixa felizes”, ressaltou o sacerdote.


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