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20/04/2022 às 10h19min - Atualizada em 20/04/2022 às 10h06min

Bebê de 1 ano e mulher de 38 anos morrem por suspeita de dengue em Teresina

O bebê já chegou ao hospital em estado grave e evoluiu rapidamente ao óbito.

RTV Cris Sekeff - rtvcrissekeff.com.br
Paulo Whitake/Reuters
Um bebê de 1 ano e 8 meses e uma mulher de 38 anos morreram por suspeita de dengue nessa terça-feira (19), em Teresina. As mortes estão sendo investigadas pela Fundação Municipal de Saúde (FMS).

As  vítimas estavam internadas no Hospital do Buenos Aires, na zona Norte de Teresina. O bebê já chegou ao hospital em estado grave e evoluiu rapidamente ao óbito.

O presidente da FMS, Gilberto Albuquerque, informou que a criança chegou em choque hipovolêmico, com alta concentração de sangue, que é perda de sangue. Além disso, a desidratação é um dos sintomas da dengue.

Segundo a FMS, as duas mortes estão sendo investigadas e a confirmação da causa só será possível  após a análise do material coletado nas vítimas, que serão analisadas  no Laboratório Central do Piauí (Lacen). 

Outros casos

A adolescente Daniele dos Santos Ribeiro, de 17 anos, morreu nessa terça-feira (19), no Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA). A suspeita é que ela tenha morrido por complicações da dengue hemorrágica.

A primeira morte por dengue registrada em 2022 no Piauí ocorreu em março, em Teresina. A vítima era um jovem de 19 anos. Já no dia 30 de março, a dengue vitimou Lucas Manoel Resende Rodrigues, de 9 anos, morador da zona Sudeste de Teresina.

A terceira morte também ocorreu em Teresina, no dia 13 de abril. A vítima era uma mulher de 45 anos, internada em unidade de saúde pública e portadora de várias comorbidades.

Se confirmados o diagnósticos de dengue do bebê e da mulher que morreram na terça-feira(19), o Piauí pode atingir a 6ª morte pela doença no ano de 2022, sendo cinco em Teresina é um em Parnaíba.

Brasil - Casos de dengue em todo o país aumentam 95% em relação a 2021

O número de casos prováveis de dengue, em todo o país, quase dobrou desde o começo do ano comparado ao mesmo período de 2021, segundo boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde.

De acordo com o levantamento, foram registrados quase 400 mil casos prováveis de dengue, o que representa um aumento de 95% em relação ao mesmo período do ano passado. Até o momento, são 184 casos para cada 100 mil habitantes neste ano.

Para a segunda vice-presidente do Conselho Federal de Medicina, Rosylane Rocha, dois fatores podem explicar esse aumento considerável. O primeiro é que a dengue é uma doença sazonal, com maior incidência em períodos de chuva e calor. E, como este ano muitas regiões tiveram chuvas acima do esperado, favoreceu o acúmulo de água, situação propícia para o surgimento de focos do mosquito transmissor.

Outro motivo, segundo Rosylane Rocha, é que o medo da covid-19 fez muita gente procurar atendimento médico, aumentando os registros oficiais de casos de dengue, já que, no início as duas doenças têm sintomas parecidos.

Muito acima da média nacional, a Região Centro-Oeste apresenta taxa superior a 700 casos de dengue por 100 mil habitantes, com destaque para as capitais Goiânia, Brasília e Palmas. É na capital federal onde mora o fotógrafo Raphael Padilha, que teve dengue logo após se curar da covid-19, em fevereiro. Assustado com os sintomas, chegou a desconfiar de complicações da covid-19. Raphael conta que, na região onde vive, está havendo surto de dengue e que nem o filho mais novo, de quase 2 anos, ficou ileso.

O boletim do Ministério da Saúde aponta que, até o momento, está confirmada a morte de 112 pessoas, das 280 que desenvolveram agravamento da dengue no país.

Prevenção

Dengue, zika e chikungunya são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. A forma mais eficaz de prevenção dessas doenças é o combate ao mosquito. Por isso, é importante que todos conheçam os riscos e saibam o que é preciso fazer para não deixar o mosquito nascer.

A forma mais eficaz de prevenção é o combate ao mosquito Aedes aegypti.

Seguem algumas ações que a população deve tomar, pelo menos uma vez por semana:
  • Verificar se a caixa d’água está bem tampada.
  • Deixar as lixeiras bem tampadas.
  • Colocar areia nos pratos de plantas.
  • Recolher e acondicionar o lixo do quintal.
  • Limpar as calhas.
  • Cobrir piscinas.
  • Tapar os ralos e baixar as tampas dos vasos sanitários.
  • Limpar a bandeja externa da geladeira.
  • Limpar e guardar as vasilhas dos bichos de estimação.
  • Limpar a bandeja coletora de água do ar-condicionado.
  • Cobrir bem a cisterna.
  • Cobrir bem todos os reservatórios de água.
Outras formas de prevenção
  • Utilize repelente.
  • Cubra a maior parte do corpo com roupas claras quando possível.
  • Coloque telas em janelas e portas.
  • O mosquito possui hábitos diurnos, sobretudo ao amanhecer e ao entardecer. Por isso, é importante reforçar a atenção nesse período. Mas atenção: o mosquito é oportunista e pode picar à noite também.

Cuidados com crianças de até 2 anos:

Proteja o ambiente com telas em janelas e portas, e procure manter o bebê com uso contínuo de roupas que cubram a maior parte do corpo, como calças e blusas de mangas compridas.
Mantenha o bebê em locais com telas de proteção, mosquiteiros ou outras barreiras disponíveis.
A amamentação é indicada até o segundo ano de vida ou mais, devendo ser exclusiva nos primeiros seis meses.
Caso observe manchas vermelhas na pele, olhos avermelhados ou febre, procure um serviço de saúde.
Mantenha a vacinação em dia, de acordo com o calendário vacinal da Caderneta da Criança.

Com informações Piauí Hoje/Unicef/Agência Brasil
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