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19/04/2022 às 10h04min - Atualizada em 19/04/2022 às 09h52min

Para deputado petista, analfabetismo no Piauí é herança de uma elite que mandou no estado por 5 décadas

Em 2000, segundo o IBGE, o índice de analfabetos chegava a 32% da população

RTV Cris Sekeff - rtvcrissekeff.com.br
O deputado estadual Francisco Limma, do PT - Foto: Ascom Alepi
Em discurso no plenário da Assembleia Legislativa, nessa segunda-feira (18), o  deputado estadual Francisco Limma (PT) afirmou que a culpa dos altos índices de analfabetismo no Piauí é dos políticos dos partidos de oposição ao atual governo, que governaram o Piauí por cinco décadas e nunca cuidaram dos mais necessitados de educação. Limma afirmou que em 2000, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice de analfabetos chegava a 32% da população e a situação só começou a mudar depois que o Partido dos Trabalhadores chegou ao poder.

“Os representantes das elites, dos partidos que hoje são oposição, nunca tiveram o compromisso de resolver o problema do analfabetismo. Com os nossos governos, em 2010 esse índice já havia sido reduzido. Em 2019, segundo os últimos dados do Governo Federal, o percentual já estava em 16% da população. É alto? É sim, por isso o governo criou esse programa de alfabetização que as elites querem agora fechar”, criticou o deputado.

Francisco Limma destacou que o governo seria irresponsável se não usasse os R$ 1,6 bilhão recebido dos precatórios para criar o programa de alfabetização que está beneficiando mais de 400 mil piauienses. “Agora a velha elite se revolta em ver a ação planejada, o melhor programa de alfabetização do Brasil que tem  coordenação da Fundação Getúlio Vargas, uma das mais sérias do País, quando eles e seus políticos é que são os verdadeiros responsáveis pelo analfabetismo do pobres”, assegura.

O parlamentar acrescentou que as críticas, feitas a partir de matérias de um jornalista com ligações com o bolsonarismo, são resultantes das práticas contra os mais pobres, as mulheres, os desvalidos e visam tão somente tirar a oportunidade das pessoas aprenderem a ler e escrever. “Isso é um crime político praticado por uma elite que não tem sensibilidade para corrigir essa distorção secular. Nós queremos o debate, mas com seriedade e sem proselitismo político que somente quer destruir as coisas que beneficiam o povo”, finalizou.

Reação

Os deputados Marden Menezes e Gustavo Neiva, ambos do Progressitas, sentiram-se ofendidos pela fala de Francisco Limma e reagiram no plenário da Alepi. Os parlamentares afirmam que não são contra o Programa de Alfabetização de Jovens, Adultos e Idosos, tocado pelo governo petista. Porém, eles alegam que os recursos destinados ao programa estão sendo usados de forma indevida e irregular, beneficiando pessoas que já estão alfabetizadas. Para eles, a verba está sendo desviada para outros fins, o que se constitui como atos de corrupção.

Com informações Alepi

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