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14/04/2022 às 09h37min - Atualizada em 14/04/2022 às 09h25min

FMS confirma terceira morte por dengue em Teresina; veja números pelo Brasil

Até quarta-feira, 13, foram notificados 1.731 casos de dengue na capital, sendo que 731 casos confirmados através de critério clínico

RTV Cris Sekeff - rtvcrissekeff.com.br
Reprodução

A paciente estava internada em uma unidade de saúde pública e era portadora de várias comorbidades. Este ano é o terceiro obtido por dengue registrado em Teresina. O primeiro foi um rapaz, de 19 anos, que estava internado em um hospital público e o segundo um paciente, com nove anos, que faleceu em um hospitalar privado do município.

Até ontem, 13, foram notificados 1.731 casos de dengue na capital, sendo que 731 casos confirmados através de critério clínico.

Os bairros com maior número de casos de dengue são: São Joaquim, Matadouro, Mocambinho, Parque Alvorada e Nova Brasília. Em 2021 foram 168 notificações o ano todo. A diretora de Vigilância em Saúde da FMS, Amariles Borba, alerta a população que em caso de suspeita de dengue a recomendação das autoridades em saúde é que a pessoa procure imediatamente atendimento médico.

“Hidrate, hidrate e hidrate. E tem que urinar transparente feito a água que bebe. Então, se você está com dor no corpo, dor abdominal, e se quando está deitado e levanta, o mundo roda, por favor procure um serviço de saúde. Temos encontrado muitos casos graves”, explica Amariles.

Ela alerta ainda para o fato de a transmissão da dengue acontecer, por meio da picada da fêmea do mosquito Aedes Aegypti, que provoca sintomas como dor nas articulações, no corpo, na cabeça, náuseas, febre acima de 39ºC e manchas vermelhas no corpo.

“A prevenção da dengue pode ser feita com práticas simples que evitam, principalmente, a reprodução do mosquito transmissor, através da eliminação de objetos que acumulem água parada”, reforça Amariles.

Dengue pelo Brasil

O número de casos de dengue no Brasil cresceu 43,9% nos primeiros meses do ano, segundo dados do Ministério da Saúde. A coordenadora do InfoDengue da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Cláudia Codeço, avalia que o cenário é de atenção. “No ano passado, a gente estava em baixa atividade da dengue, então o aumento em si não seria tanto. Mas se a gente compara o histórico de várias temporadas de dengue, a gente vê que se aproxima dos altos índices de 2016 e 2020”, afirmou.

Segundo o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde divulgado em março, a região Centro-Oeste apresentou a maior taxa de incidência, com 204,2 casos por 100 mil habitantes, seguida da Norte (97,4 casos/100 mil habitantes), Sul (49 casos/100 mil habitantes), Sudeste (47,9 casos/100 mil habitantes) e Nordeste (31 casos/100 mil habitantes).

Cláudia Codeço aponta que a doença avança por novos territórios. “A dengue vem surgindo e se espalhando em locais que não tinham antes, principalmente municípios de menor população na região Sul do País, no Paraná e oeste de Santa Catarina”, apontou.

A coordenadora do InfoDengue avalia que o aumento de casos pode ter sido provocado pelo efeito da pandemia de Covid-19 nas ações de controle do mosquito Aedes aegypti, agente transmissor da doença, ou ainda pelo período chuvoso registrado neste início de 2022.

Diante desse cenário, Cláudia Codeço defende que a reação deve vir do poder público e dos cidadãos. “É muito importante, do ponto de vista do poder público, fortalecer os serviços de vigilância e endemia. Muitas dessas equipes estão precarizadas, cansadas, especialmente em lugares menores com uma grande quantidade de ações. É fundamental que elas consigam fazer visitas domiciliares, algo dificultado pela pandemia”, pontuou.

Já a população precisa relembrar o cuidado básico de esvaziar pontos de água parada, como vasos de plantas, caixas d’água e piscinas.

Até o dia 12 de março, o país registrou 154 casos graves de dengue e 1.504 com sinais de alarme – sintomas como dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sangramentos na gengiva, que indicam quadro grave.

Chikungunya e Zika

O mosquito Aedes aegypti também causa a Zika e a chikungunya. No caso da Zika, houve um aumento de 11,5% no número de casos entre 2 de janeiro e 26 de fevereiro deste ano em relação ao mesmo período de 2021, com incidência de 0,4 caso por 100 mil habitantes.

Já a chikungunya registra uma queda de 10,4% entre 2 de janeiro e 12 de março de 2022, no comparativo com o mesmo período do ano passado.

As três doenças que têm o Aedes aegypti como transmissor possuem sintomas similares, como febre, dor de cabeça, dor nas articulações e manchas vermelhas pelo corpo. A coordenadora do InfoDengue da Fiocruz, Cláudia Codeço, destaca que é preciso atenção aos sinais para um diagnóstico.

“Essas doenças se confundem muito nos quadros iniciais, são quadros febris, sintomas genéricos. O importante é estar atento ao que está circulando em volta, para saber se é dengue, chikungunya, e ficar atento a qualquer sinal de febre alta, aumento súbito, essa pessoa deve procurar o atendimento de saúde”, alertou.

Com informações FMS/Ministério da Saúde/CNN


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