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11/04/2022 às 11h23min - Atualizada em 11/04/2022 às 11h22min

Motoristas e cobradores de ônibus decidem manter a greve em Teresina

A categoria se reuniu em assembleia nesta segunda-feira e não aceitaram a proposta dos empresários

RTV Cris Sekeff - rtvcrissekeff.com.br
Via Trolebus
Mais uma vez reunidos em assembleia, na manhã desta segunda-feira (11), motoristas e cobradores de ônibus de Teresina decidiram, em votação apertada, manter a greve da categoria, que paralisou de vez as atividades há mais de 20 dias.
 
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários no Estado do Piauí em Teresina (Sintetro), Antônio Cardoso, disse que votação terminou em 103 contra a proposta de reajuste salarial do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (Setut) e 97 votaram a favor do fim do movimento grevista.
 
Pela proposta do Setut, o salário dos  motoristas passaria de R$ 1.941 para R$ 2 mil; o vencimento do cobrador passaria para R$ 1.231; e dos ficais, R$ 1.325, além de R$ 150 de tíquete-alimentação e R$ 50 de auxílio-saúde. 
 
Por três vezes, a Justiça Trabalhista determinou a colocação de 80% da frota de ônibus circulando em horário de pico e 30% no entrepico. Mas os usuários reclamam que essa exigência não vem sendo atendida.
 
Consequências
 
Enquanto isso, os lojistas somam prejuízos. As vendas caíram 40% desde o início da greve dos motoristas e cobradores. Os usuários do transporte público são os mais prejudicados, pois sem ônibus eles têm que pagar transporte por aplicativo cujo o preço está elevado decido a alta demanda. Outros passam horas nas paradas de ônibus esperando os veículos cadastrados pela Strans, mas têm que pagar o valor da passagem em dinheiro porque os veículos não têm sistema de bilhetagem eletrônica.
 
Alguns motoristas de ônibus estão apelando para carros emprestados ou utilizando seu próprio transporte, quando tem, para fazer transporte alternativo, com o fim de ganhar o pão de cada dia para alimentar a família.
 
A crise no transporte público de Teresina se arrasta há vários anos e vem desde a gestão anterior da Prefeitura de Teresina, situação que se agravou com a chegada da pandemia. A nova gestão assumiu com a promessa de que em poucos dias solucionaria o problema, mas já se vai mais de um ano.

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